De acordo com a cardiologista Mariana Leite Salviano, os níveis de colesterol podem ser identificados por meio de um exame de sangue chamado lipidograma completo. Ele pode ser colhido em jejum ou não.
Após o diagnóstico de colesterol alto, o paciente deve iniciar um tratamento com um especialista, sendo medicamentoso (geralmente com as estatinas) ou não medicamentoso (com mudança no estilo de vida, incluindo uma dieta com menos alimentos ricos em gorduras saturadas e atividades físicas regulares), dependendo de cada caso.
O que nem todos sabem é que altos níveis de colesterol podem gradualmente obstruir artérias, o que dificulta o fluxo sanguíneo. Isso aumenta, inclusive, a probabilidade de pressão alta (ou hipertensão).
Hipertensão
Segundo a médica, a hipertensão é uma doença crônica — em sua maioria assintomática — que cursa com níveis persistentemente elevados de pressão sanguínea dentro das artérias. “Hoje, consideramos hipertensão a pressão arterial acima de 140×90 mmHg medidas em duas ocasiões diferentes”, informa.
Mariana ressalta que a doença é silenciosa e seu diagnóstico é realizado aferindo a pressão arterial com um profissional de saúde qualificado. “Na maioria das vezes, os pacientes que têm sintomas já se relacionam a lesões de órgão alvo como coração, rins ou cérebro”, fala.
Mariana ressalta que a doença é silenciosa e seu diagnóstico é realizado aferindo a pressão arterial com um profissional de saúde qualificado. “Na maioria das vezes, os pacientes que têm sintomas já se relacionam a lesões de órgão alvo como coração, rins ou cérebro”, fala.
Já do ponto de vista medicamentoso, hoje, há diversas classes disponíveis, cabendo ao cardiologista escolher a melhor medicação para o tratamento de forma individualizada.
Colesterol alto e hipertensão
Conforme Mariana Leite pontua, ambas as doenças (dislipidemia e hipertensão) estão intimamente ligadas ao estilo de vida da pessoa. “Claro que há outras causas, como hereditariedade e outras doenças que cursam com hipertensão de forma secundária”, ressalta.
Segundo ela, os fatores de risco dos dois quadros se assemelham, como sedentarismo, obesidade e má qualidade alimentar.
Ela ainda comenta sobre a síndrome metabólica, condição que se caracteriza pelo excesso de gordura abdominal, na qual a hipertensão arterial e a dislipidemia são critérios diagnósticos, mostrando sua grande correlação.
Texto - Claúdia Meireles do Metrópoles
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