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A final mais roubada da história - Por Zé da Flauta

C. Honci
C. Honci
30/03/2025 21:57 31 visualizações
A final mais roubada da história - Por Zé da Flauta
O time entrou em campo. Era pra ser a final do campeonato, mas virou um espetáculo tragicômico

O time entrou em campo. Era pra ser a final do campeonato, mas virou um espetáculo tragicômico de tudo que o futebol e uma arbitragem não deveriam ser. A torcida lotou o estádio, esperando um jogo limpo, disputado na bola. Mas logo no primeiro apito, ficou claro: o juiz tinha um lado.

E não era o time da imparcialidade. O árbitro soprava firme o apito como um mestre de maracatu, qualquer aproximação do adversário era falta, qualquer tropeço do seu time era pênalti. E lá estava ele para bater e depois sair correndo pelo gramado como dono da bola e do placar. A torcida se indignava:

"Juiz ladrão! Cadê o VAR?!"

Mas o VAR já tinha sido desativado. Segundo o juiz, a imagem atrapalhava sua interpretação dos fatos.

Os bandeirinhas? Dois fiéis escudeiros, acenando suas bandeiras como bonecos de ventríloquo. Sempre na mesma direção, sempre confirmando o que o juiz queria. Impedimentos inexistentes, faltas imaginárias, pênaltis marcados por telepatia. No fim, o jogo virou um verdadeiro teatro de absurdos.

E quando o time adversário esboçou uma reação e finalmente marcou um gol legítimo, o juiz fez um gesto solene, apontou para o centro do campo e... anulou o lance. Motivo? “Razões superiores”.

A revolta crescia nas arquibancadas. O povo gritava, vaiava, exigia um jogo limpo. Mas o apito soava como uma ordem de silêncio.

O grande golpe veio no final.

Quando o juiz encerrou a partida, a torcida exigiu ver a súmula. Afinal, quem ganhou? Quem perdeu? Quais foram os lances registrados? Mas os bandeirinhas, em uma operação relâmpago, desapareceram com o documento. Sumiu. Evaporou. Não havia mais prova, não havia mais jogo. Só a palavra do juiz, que declarou:

— Vitória! E sem contestação!

A torcida se olhou, perplexa. Que campeonato era esse?

Saíram do estádio com a sensação de que o futebol havia morrido naquele dia. Mas, no fundo, sabiam que o jogo verdadeiro não acontecia dentro das quatro linhas. Ele estava agora nas ruas, nas praças, nas vozes que ainda insistiam em gritar:

"Não acabou! Não acabou!"

Porque uma final injusta nunca é o fim da história. É só o começo da revolta.

Por Zé da Flauta

C. Honci
Sobre o autor
C. Honci

C. Honci é jornalista, escritor e músico (compositor e ex vocalista da banda de rock Dead Dogs nos anos 70/80). Trabalhou na Revista Confidencial Nordeste - anos 70 - Veja e Isto É anos 80 e 90. Livros escritos "Ponto de Vista A Vida Na Terra" e "POEMAS E POESIAS" . É editor há 25 anos da Revista Vias & Rodovias e Site com o mesmo nome. Atualmente, também editor do Site "Pressão Política"

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